Crescimento ou Desenvolvimento?
Muito se falou durante as últimas campanhas eleitorais sobre o pífio crescimento do país, comparando-o com outros países emergentes como os nossos vizinhos Chile e Argentina, e a sensação do momento, a China.
Segundo os livros de economia, o crescimento é o aumento substancial da economia nacional, ou seja, são dados meramente quantitativos. O desenvolvimento é o aumento qualitativo da economia, tendo como base um grau de homogeneização da população, ou seja, com poucos desníveis sociais.
Mas as grandes questões desse tema são: até onde vale investir num crescimento homogêneo, pondo em risco o prestígio do país perante o mercado internacional? E até onde se faz necessária um crescimento desigual, que trará à população apenas mais sofrimento? E será que não existem condições de fazer com que o país cresça de forma com que ele também se desenvolva?
Os diversos modelos econômicos apontam os diversos erros cometidos por seus “rivais”, e que impedem esse crescimento qualitativo. Segundo a corrente neo-liberal, a culpa de um país pouco desenvolvido recai pelo tamanho da influencia estatal nas decisões econômicas. Dizem eles os gastos do governo são enormes, e encabeçam a lista dos desperdícios. Segundo seus adeptos, esses desperdícios seriam minimizados com as privatizações, onde o poder particular tomaria de conta das empresas, dando mais mobilidade à economia.
Em contraposto, a corrente socialista diz que o pecado está em uma divisão diferenciada da renda. Com uma comunhão total dos bens econômicos, haveria um modelo planificado de sociedade, sem gradações. É valido lembrar que, no Brasil, temos uma pequena parcela da população (em torno de 2%) que leva consigo ampla maioria da renda (80%, aproximadamente).
Cabe a este redator se manter imparcial nessa questão tão delicada. Porém, acredito que o grande erro vinculado aos males encontrados pela sociedade parte do próprio homem, que cada vez mais deixa de lado os princípios de Ética e Moral, em prol de seus próprios interesses. (Mais uma vez friso que não vinculo meus dizeres em nenhuma das correntes acima citadas).
Portanto, esperemos que o homem acorde antes do fim, que se aproxima a cada dia, com a forma de um grande abismo.
Escrito por Fabricio Machado às 21h38
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